Criaturas
Nagini (mito hindu)
No mito Hindu, Nagas e Naginis ("seres poderosos"; Nagas é macho e Naginis é fêmea) eram deuses-serpentes descendentes da filha mais velha de Brahma, Kadru, e seu marido, o sargento Kasya-pa, que receberam poderes sobrenaturais. Eles eram seres mutantes, capazes de se transformar em qualquer humano ou cobra que eles quisessem. Às vezes eles se transformavam em guerreiros com pescoço de cobra, ou também em uma linda mulher da cintura para cima, cobras da cintura para baixo. Suas atitudes e regras se refletem na sociedade humana, e eles vivem em um palácio fabuloso incrustado de jóias no ar, debaixo da terra ou debaixo do mar.
Assim como os humanos, Naga não era nem muito bom nem muito mau. Eles podiam ser misericordiosos ou muito injustos. Eles geralmente faziam a fiscalização geral da distribuição da chuva na Terra, mas às vezes eles retinham a chuva e apenas a deixavam cair quando eram atacados pelo deus-águia e seus súditos.
Quando Vishnu dorme, e o universo descança, ele deita sobre o corpo de seu chefe Naga, o Serpente-rei, cujas sete cabeças sopram o fogo na fogueira abaixo dele mesmo para que exista uma sombra.
Basilisco (ou o Rei das Serpentes)
O Basilisco é classificado como mata-bruxor, ou impossível treinar ou domesticar a menos que você seja um ofidioglota. O primeiro basilisco de que se tem notícia foi criado por Herpo, o Sujo, um bruxo das trevas de nacionalidade grega e ofidioglota, que descobriu, após muitas experiencias, que um ovo de galinha chocado por um sapo produzia uma cobra gigantesca dotada de poderes extraordinariamente perigosos.
O basilisco é uma cobra verde-vivo que pode alcançar quinze metros de comprimento. O macho tem uma pluma vermelha na cabeça. Suas presas são excepcionalmente venenosas, mas seu órgão de ataque mais poderoso são os grandes olhos amarelos. A pessoa que os encara sofre morte instantanea.
Se a fonte de alimentos é suficiente (o basilisco come todos os mamíferos e aves e a maioria dos répteis), ele pode atingir uma idade avançada. Acredita-se que o espécime de Herpo, viveu quase novecentos anos.
A criação do basilisco foi declarada ilegal desde a época medieval, embora a prática seja facilmente dissimulável, pois basta remover o ovo de galinha do choco do sapo quando o Departamento para Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas aparece à porta. Contudo, uma vez que os basiliscos não são controláveis, exceto por ofidioglotas, eles oferecem tanto perigo à maioria dos bruxos das trevas quanto a qualquer outra pessoa, e não há registros de basiliscos na Grã-Bretanha nos últimos quatrocentos anos.
OBS: aquele basilisco que aparece na Câmara Secreta foi criado ilegalmente e em total sigilo, por isso o Departamento não registrou este basilisco. Só ficou-se sabendo da sua existencia após o conflito de Harry na Câmara secreta.
Dragões
Provavlelmente o animal mais perigoso do mundo, o dragão encontra-se entre os mais difíceis de se esconder. A fêmea, geralmente, é mais feroz do que o macho, embora nenhum bruxo sem treinamento deva se aproximar de um desses animais, sendo ele macho ou fêmea. Ai vão as espécies enfrentadas pelos campeões do Torneio Tribruxo:
Bichento
O Bichento é um cruzamento entre um gato e um KNEAZLE, ou seja, um amasso. O amasso foi originalmente criado na Grã-Bretanha, embora seja atualmente exportado para todo o mundo. Um pequeno felinóide com pelo pintado ou malhado, grandes orelhas e o rabo igual ao do leão, o amasso é inteligente, independente e ás vezes agressivo. Tem uma capacidade excepcional de detectar pessoas indesejáveis ou suspeitas, e seu dono pode confiar totalmente nele para levá-lo para casa. Para ter um desses é preciso ter uma licença, pois sua aparência peculiar pode chamar a atenção dos trouxas. A mistura de gato com amasso pode explicar porque Bichento confiava em Sirius, já que ele percebe a aproximação de pessoas suspeitas.
Hipogrifo
O hipogrifo é nativo da Europa, embora seja atualmente encontrado pelo mundo inteiro. Tem a cabeça de uma águia e o corpo de um caval. Pode ser domesticado, embora isso só possa ser feito por peritos. Ao se aproximar de um hipogrifo, deve-se manter contato visual, fazer uma reverência para mostrar boas intenções e esperar a resposta. Se ele retribuit a reverência, é sinal de que é seguro se aproximar. Ele constrói um ninho no chão e ali deposita um único ovo, grande e frágil, que choca em vinte e quatro horas, e que começa a voar uma semana depois, embora ainda não consiga acompanhar seus pais em viagens mais longas.
Veelas
Veelas, os sedutores espíritos da natureza que aparecem pela primeira vem em O Cálice de Fogo , têm sua origem na Europa Central. São - ou parecem ser - belíssimas jovens. Em algumas histórias, diz-se que são os fantasmas de mulheres que não foram batizadas, cujas almas não conseguem deixar a Terra. A beleza delas é espantosa e por isso podem fazer os homens agir como idiotas. Elas têm cabelos tão claros que parecem brancos.
O lado sombrio das veelas
As veelas são bastante invejosas. Uma famosa lenda sérvia, O Príncipe Marko e a Veela , conta a história do encontro com uma delas, chamada Ravioyla:
Dois irmãos, Duke Milosh e Kralyevich Marko, percorriam juntos, a cavalo, a estrada da magnífica montanha Miroch. Quando o Sol se levantou, Marko caiu no sono sobre a sela. Despertou assustado. 'Milosh', ele disse, 'não consigo me manter acordado. Cante para evitar que eu durma.'
Duke Milosh respondeu: 'Oh Kralyevitch Marko, eu não posso cantar para você. Na noite passada, estive com a veela Ravioyla e bebi demais, além de cantar alto demais e bem demais. Então, a veela me avisou que, se eu cantar em sua montanha, ela vai disparar suas flechas, contra mim.'
Kralyevich Marko replicou: 'Irmão, você não deve ter medo de uma veela. Eu sou Kralyevch Marko. Com meu machado de guerra feito de ouro, estamos ambos a salvo.' Assim, Milosh entoou uma canção que contava a história de reis e reinados e das glórias de nosso país.
Marko escutava, mas a canção não o manteve desperto. Logo, estava de novo entregue aos sonhos. A veela Ravioyla escutou Milosh e cantou para ele, também, com sua bela voz. Mas Milosh respondeu com uma voz ainda mais bela, e isso a irritou tanto quanto da vez anterior. Ela voou até a montanha Mirosh e, com perícia, disparou duas flechas do seu arco. Uma atingiu Milosh na garganta, silenciando-o. A outra atravessou seu coração.
Ambos os cavalos se detiveram e Marko acordou. Com grande esforço, Milosh foi capaz de falar, mas era somente seu último suspiro. Ele disse para Marko: 'Meu irmão! A veela Ravioyla disparou suas flechas contra mim porque cantei na montanha Miroch.'
As veelas também são versadas nas artes da cura e possuem conhecimentos extraordinários sobre remédios naturais. Na hirtória acima, Ravioyla cura Mirosh e avisa a outras veelas que não devem perturbar aqueles homens. De fato, as veelas em geral são gentis com os seres humanos - e sabe-se que se casam freqüentemente com mortais. O que mais as aborrece é quando alguém interrompe o seu ritual de dança. Se isso acontece, podem ficar furiosas. Como espíritos do vento, as veelas podem invocar redemoinhos e tempestades e é o que fizeram durante a Copa Mundial de Quadribol.
Vampiros
O vampiro, também pode ser chamado de ghoul . Embora feio, não é uma criatura particularmente perigosa. É classificado como inofensivo, que pode ser até domesticado. Parece um ogro escorregadio e dentuço e, em geral, habita os sótãos ou os celeiros de propriedade de bruxos onde come aranhas e mariposas. Ele geme, e de vez em quando atira objetos pela habitação, mas é em essência um simplório que, na pior das hipóteses, rosna assustadoramente para todos com quem se depara.
Existe uma Força-Tarefa para vampiros no Departamento de Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas que se encarrega de removê-los das habitações que passaram às mãos de trouxas, mas nas famílias bruxas, o vampiro muitas vezes é assunto de conversas ou até bicho de estimação, provando que o seu contato com o mundo mágico é bem diferente do que com o mundo trouxa.
A maioria dos trouxas faz aquela idéia de que vampiros só se alimentam de sangue, e muitas vezes de sangue humano. Mas isso não é verdade. A maioria deles se alimenta de frutos das árvores, e somente algumas espécies se alimentam de sangue - mas é sangue de pequenos roedores e outros animais de menor porte, nunca sangue humano. A crença nesse fato pode ter sido reforçada pela lenda do Conde Drácula, onde um zumbi conseguia se transformar em morcego, e se alimentava de sangue das pessoas.
Ainda não foram registrados nenhum tipo de comportamento mais agressivo e nem ataque aos trouxas ou bruxos.
Fênixes
Quando as aventuras de Harry começam, em A Pedra Filosofal , os personagens mais velhos são Nicolas e Perenelle Flamel, ambos com mais de seiscentos anos. Mas eles são privados de sua imortalidade quando a Pedra Filosofal é destruída. No entanto, outro importante personagem pode ser realmente imortal: a fênix Fawkes, mascote de Dumbledore.
A fênix é um pássaro mágico. Vive por muitos séculos - alguns dizem que por mais de quinhentos anos. O poeta latino Ovídio escreveu:
Quantas criaturas sobre a Terra
Tiveram sua primeira existência sob outra forma?
No entanto, existe uma que é como sempre foi,
Renascida sempre, como se não tivesse idade, no decorrer dos anos.
É o pássaro assírio ao qual chamam fênix.
Ele não come as sementes comuns, nem folhas,
Mas bebe do suco das ervas mais raras, com sua ardência adocicada.
Quando completa quinhentos anos de existência,
Carrega seu ninho para o alto de uma palmeira ondulante
E, com delicadeza e capricho, suas garras preparam o leito
Com cascas de árvore e especiarias, mirra e canela,
E morre enquanto a fumaça do incenso carrega sua alma para o alto.
Então, do seu peito - assim conta a lenda -,
Uma pequena fênix se ergue
Para viver, assim dizem, outros quinhentos anos.
A criatura sagrada, quase sempre descrita como sendo vermelha e dourada, era conhecida como benu , no antigo Egito, onde se originou. Era um importante símbolo da cidade de Heliópolis ( a Cidade do Sol ). No Livro dos Mortos egípcio, um texto sagrado escrito mais ou menos em 2000 a.C., a fênix proclama: "Sou a guardiã do livro das coisas que são e das coisas que virão a ser."
Nos hieróglifos egípcios, a fênix representa a passagem do tempo e permanece até hoje como um símbolo de imortalidade. Muitos escritores usam a fênix como um símbolo de amor imortal e de lealdade. Em Tha Canonization , John Donne, poeta do século XVII, escreve para sua esposa:
O enigma da fênix guarda ainda mais sabedoria
para nós, nós dois, sendo um, somos o que ela é.
Assim, numa única criatura cabem ambos os sexos,
morremos e renascemos os mesmos, e provamos do
mistério por meio deste amor.
O nome de Fawkes
O nome de Fawkes está ligado à lenda da fênix - embora a história tenha sido um pouco modificada. Obviamente, a criatura recebeu seu nome por causa de Guy Fawkes, líder de uma famosa tentativa de atentado que tinha como objetivo explodir o prédio do Parlamento Inglês, em 5 de novembro de 1605. A Gumpowder Plot (a Conspiração da Pólvora), como foi chamada, seria deflagrada com a rebelião dos católicos ingleses que, na época, eram perseguidos. Os conspiradores esconderam trinta e seis barris de pólvora nos subterrâneos da Casa dos Lordes, mas havia tantos conspiradores que o plano acabou chagando aos ouvidos das autoridades, que prenderam e executaram muitos deles (piorando ainda mais a situação dos católicos). Na Inglaterra, 5 de novembro é o Dia de Guy Fawkes, celebrado com fogueiras, como a pira funeral da fênix.